
Pela enésima vez em sua história, a revista “Veja” traz um material bombástico na capa. “A tenebrosa máquina de espionagem do dr. Protógenes” mostra que o famoso delegado da Operação Satiagraha, que investigou e prendeu o banqueiro Daniel Dantas, andou, segundo a revista, “bisbilhotando” clandestinamente políticos e autoridades. E tome gente famosa, do governo e da oposição.
Há muito a revista da Editora Abril enfrenta uma série de críticas. Também parece que a circulação andou caindo – a empresa nunca divulgou nada, mas especula-se à beça sobre uma queda vertiginosa nas vendas. Sua credibilidade anda arranhada por conta de sua forte oposição ao presidente Lula. Eu, particularmente, não me lembro da mesma fórmula em governos anteriores. Aliás, foi a revista paulista a primeira a tecer loas ao então governador de Alagoas. Quem se lembra da capa com “O Caçador de Marajás”, Fernando Collor?
Mas não é o caso de duvidar, pura e simplesmente, de qualquer coisa que “Veja” publicar. Aliás, foi o que fez o delegado: desmentiu tudo e questionou a lisura da revista. E a publicação diz que se baseou em documentos encontrados no computador do delegado.
Mas não é por aí. O que é estranho é verificar que os jornais brasileiros republicam o material e dão como certas as informações. Ninguém se dá ao luxo de fazer uma nova apuração ou investigação. E não foram poucas as vezes nas quais “Veja” errou a mão. O caso dos dólares que vieram de Cuba em garrafas de bebida é um deles. Que eu também me lembre, o desmentido ou a informação verdadeira não foi republicada pelos jornais que deram a primeira versão.
Durante o conturbado período do mensalão, a revista da família Civita emplacou capa atrás de capa. E os jornais reproduziram muita coisa. Afinal era fácil: final de semana, noticiário político mais ou menos esvaziado, equipe reduzida por conta do plantão e só pedir para um repórter escrever uma matéria. E aí, impera o CTRL+C – CTRL+V e “de acordo com a revista” ou “segundo a publicação”. Quer dizer a notícia virava a matéria da “Veja” e não o fato em si. Em tempo: a revista fica disponível na Internet a partir dos sábados e basta uma senha de assinante para ter acesso ao conteúdo.
Uma pesquisa bem feita enumera, às dezenas, casos em que a revista pesou a mão, ouviu um lado só da história e usou e abusou de adjetivos pouco amigáveis. E os jornais nem ao menos se dignaram de registrar tais erros. Um desrespeito com seus leitores, que pagam e merecem ter a verdade. Sem falar na cópia descarada de uma reportagem sem ao menos tentar aprofundar as investigações e obter novos fatos.
Preguiça? Um pouco. Mas o que salta aos olhos é como a grande imprensa é unida e orquestrada em torno dos mesmos ideais. Não há pluralidade, como os jornais gostam de apregoar. O que há é um tom monocórdio e repetitivo. Todos são contra e a favor das mesmas coisas. E isso não é nada democrático.
Há muito a revista da Editora Abril enfrenta uma série de críticas. Também parece que a circulação andou caindo – a empresa nunca divulgou nada, mas especula-se à beça sobre uma queda vertiginosa nas vendas. Sua credibilidade anda arranhada por conta de sua forte oposição ao presidente Lula. Eu, particularmente, não me lembro da mesma fórmula em governos anteriores. Aliás, foi a revista paulista a primeira a tecer loas ao então governador de Alagoas. Quem se lembra da capa com “O Caçador de Marajás”, Fernando Collor?
Mas não é o caso de duvidar, pura e simplesmente, de qualquer coisa que “Veja” publicar. Aliás, foi o que fez o delegado: desmentiu tudo e questionou a lisura da revista. E a publicação diz que se baseou em documentos encontrados no computador do delegado.
Mas não é por aí. O que é estranho é verificar que os jornais brasileiros republicam o material e dão como certas as informações. Ninguém se dá ao luxo de fazer uma nova apuração ou investigação. E não foram poucas as vezes nas quais “Veja” errou a mão. O caso dos dólares que vieram de Cuba em garrafas de bebida é um deles. Que eu também me lembre, o desmentido ou a informação verdadeira não foi republicada pelos jornais que deram a primeira versão.
Durante o conturbado período do mensalão, a revista da família Civita emplacou capa atrás de capa. E os jornais reproduziram muita coisa. Afinal era fácil: final de semana, noticiário político mais ou menos esvaziado, equipe reduzida por conta do plantão e só pedir para um repórter escrever uma matéria. E aí, impera o CTRL+C – CTRL+V e “de acordo com a revista” ou “segundo a publicação”. Quer dizer a notícia virava a matéria da “Veja” e não o fato em si. Em tempo: a revista fica disponível na Internet a partir dos sábados e basta uma senha de assinante para ter acesso ao conteúdo.
Uma pesquisa bem feita enumera, às dezenas, casos em que a revista pesou a mão, ouviu um lado só da história e usou e abusou de adjetivos pouco amigáveis. E os jornais nem ao menos se dignaram de registrar tais erros. Um desrespeito com seus leitores, que pagam e merecem ter a verdade. Sem falar na cópia descarada de uma reportagem sem ao menos tentar aprofundar as investigações e obter novos fatos.
Preguiça? Um pouco. Mas o que salta aos olhos é como a grande imprensa é unida e orquestrada em torno dos mesmos ideais. Não há pluralidade, como os jornais gostam de apregoar. O que há é um tom monocórdio e repetitivo. Todos são contra e a favor das mesmas coisas. E isso não é nada democrático.
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