
A notícia passou que despercebida em meio a tantas na TV, nesta terça-feira, dia 13 de maio. Mas era, de certa forma, uma notícia boa. O desenvolvimento de um medicamento mais eficaz contra a malária.
No meio de imagens de remédios e cientistas, surge a informação:
"Em 2007, 93 mil pessoas ficaram doentes no Brasil. Seis mil tiveram que ser hospitalizadas. Cinco mil morreram."
São os números devastadores da malária. Longe de mim, um leigo bem intencionado, comparar moléstias. Mas posso ousar ao lembrar uma informação pinçada no noticiário do mês passado:
"Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que subiu para 21 o número de mortes por febre amarela no país."
Só que 99,9% - isto mesmo, 99,9% dos casos de malária acontecem no Norte, longe dos holofotes e microfones do Sul Maravilha.
Na ânsia de ser crítica em relação à política de saúde, a imprensa carregou nas tintas. Não ouvi as ponderações do ministro José Gomes Temporão e criou um crime - precipitado - de epidemia de febre amarela.
Como resultado, pelo menos 30 pessoas foram hospitalizadas porque tomaram duas doses da vacina. Ou seja, não ouviram o apelo dos médicos e embarcaram na onda do medo.
Taí um grande exemplo de como a imprensa precisa ser mais responsável.
Se a ordem era bater no governo, o porrete acertou o cidadão.
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