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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Piquet e o filho


O ser humano é chegado num maniqueísmo e numa rivalidade.

Flamengo e Vasco. Cruzeiro e Atlético. Maradona e Pelé. Comunismo e Socialismo. EUA e Cuba. Beatles e Rolling Stones

Durante alguns anos - e talvez por mais alguns - Piquetistas e Sennistas vão gastar saliva e neurônios, um tentando convencer ou outro quem era o melhor.

E aposto que tem sennista mal escondendo o sorriso com o baixo desempenho do Nelson Ângelo Piquet, na Fórmula 1. É que o rapazinho andou tomando um puxão de orelha do pessoal da Renault.

Besteira a comemoração. Ainda é cedo para dizer se o jovem piloto tem futuro ou vive no bolso do pai.

Mas o velho e bom Piquet poderia aprender a lição. Durante algum tempo ele atazanou a vida do Rubens Barrichello. Algumas com justiça, outras com a mordacidade que cabe num Casseta e Planeta, não em um campeão como ele.

E agora o Rubinho com um carro inferior tem rodado mais rápido que o filho. Experiência na categoria a parte.

E o tal Piquetzinho - que, convenhamos, tem uma empáfia danada - também poderia de cara rejeitar o rótulo de herói do Brasil.

É a Globo querendo fabricar heróis para aumentar a morna audiência das transmissões da Fórmula 1.

Um comentário:

Anônimo disse...

Piquetzinho vai longe na F1. Tomara! Já o entrevistei duas vezes e tem a língua afiada do pai. Não para desvalorizar ou polemizar com os concorrentes. Mas aprendeu direitinho sobre mecânica e velocidade. O problema não é ele ou Renault. É a própria F1, que vem perdendo credibilidade no seu formato de disputa. E quanto mais brasileiros, ainda melhor.
Quanto à Platinada em busca de heróis, colocar o Nelsinho nessa posição tem fim. Será quando o Bruno Senna chegar na competição. Aí eu quero ver...