
Na mesma semana em que os estudantes saíram às ruas defendendo a Petrobras - "O petróleo tem que ser nosso" - "O Globo" escancarou um personagem, uma das lideranças da União Estadual dos Estudantes (UNE).
O dito, cujo nome me foge nem vem ao caso, foi apedrejado em praça pública. E a entidade, colocada a baixo de zero, por ter dito que apoia e recebe verbas federais.
Bobo de quem achar que é coincidência.
Aliás, a tática funciona: desmerecer pessoas, entidades e fatos para depois espalhar a contrainformação.
Assim, para defender as privatizações, o funcionalismo público é composto de marajás, incompetentes e congêneres.
Para questionar as leis trabalhistas e cravar uma estaca no peito dos trabalhadores, o sindicalismo está cheio de "aristocratas" e sindicatos "podres".
E, finalizando, os estudantes já não são mais como antigamente.
E, assim, da forma mais marota possível, vão passando uma mensagem quase subliminar, mas inconsistente e fraca de questionamentos mais críticos.
Resumindo:
Defender o petróleo, a soberania nacional, questionar privatizações e CPIs políticas é coisa de gente atrasada, e os adjetivos acima listados.
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