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"O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter." Cláudio Abra...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O diploma de jornalismo


O assunto promete render páginas e mais páginas, posts e mais posts, lágrimas, lamentos e ranger de dentes. Mas parece que é definitivo: para exercer a profissão de jornalista não é mais necessário envergar um diploma.

Perde um pouco a categoria. Os salários, aviltados, tendem a se achatar. A qualidade do jornalismo pode até sofrer, mas nada muito diferente do que está aí.

Há muito a formação acadêmica deixa a desejar. Culpa do sistema educacional como um todo. Posso observar nas novas gerações com as quais convivo, uma formação menos sólida. Um certo descompromisso, um preocupante despolitização. Sabe-se menos da história política recente. Tem-se menos compromisso com causas maiores. São pragmáticos demais, individualistas demais, conformistas demais.

Mas, calma, isso não é um defeito das escolas, das faculdades, das universidades. Talvez o retrato de uma geração, de um sistema, ou do tal de estabilishment que tanto apregoam.

Sinceramente - e dou a mão à palmatória - não acho o diploma fundamental. Acho importante uma formação acadêmica. Uma passagem, ainda que breve, pelos corredores de uma universidade. Mas precisamos brigar é uma universidade de qualidade. Pluralista, que invista numa formação intelectual mais sólida, mais reflexiva, mais questionadora, mais anarquista - no sentido mais amplo dessa palavra.

As escolas estão despejando mão-de-obra farta, barata, manipulável e alienada. Assim, o diploma é completamente desnecessário.

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