Há alguns dias, comentei aqui que o sindicalismo sumiu dos jornais. Ou melhor, só aparece quando algum dirigente comete algum delito. E as manifestações, legítimas, só aparecem quando tratadas como caso de polícia ou quando param as grandes cidades.
Com a greve na USP não foi diferente. E o ombudsman da "Folha" também levantou a mesma questão.
A seguir, alguns trechos de sua coluna na edição dominical da "FSP".
"A Folha tratou da greve na USP até sexta como fato policial, isolado e sem motivos estruturais antigos e graves. Problemas de anos enfrentados pelas universidades paulistas foram ignorados pelo jornal (...)
(...) As reivindicações de funcionários, professores e estudantes não foram debatidas. Elas são justas. É possível atendê-las? Por que são feitas? Sobre isso, o leitor não recebeu informações minimamente satisfatórias. (...)"
Também não vi, não li, não ouvi - e posso estar desinformado - um pronunciamento sequer do governador José Serra, o responsável, legal e constitucional, por ações da Polícia Militar.
Mas o que se avalia quando a gente vê a cobertura de qualquer reivindicação por parte de servidores públicos é isso: A grande maioria desses trabalhadores tem salários ridículos e há anos não sabem o que é um reajuste. E aparecem, na grande mídia, como um bando de desocupados, péssimos profissionais, e mal-agradecidos que ainda querem aumento salarial. E que a solução é a privatização.
Depois reclamam quando a gente acha que Serra e Aécio são "blindados" pela grande imprensa.
Um comentário:
É triste ver o descaso com educadores nesse país, uma lastima. Professores deveriam ser reconhecidos não só economicamente, mas também socialmente. Que futuro pode ter um país sem educação? Muito triste!
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