
Eu sei que parece coisa de criança apartada depois de uma briga. Sempre um dos dois contendores se defende: "Foi ele quem começou". Mas a comparação cai como uma luva na discussão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Quem acompanhar o vídeo com cuidado vai notar que é o ministro Gilmar Mendes quem parte para o ataque dizendo: "Vossa Excelência não tem condições de dar lição de moral a ninguém".
Mantendo a atenção também dá para ouvir uma risada cínica de Gilmar Mendes, à semelhança de um vilão de filme de terror (de segunda categoria, diga-se de passagem).
Milhares de brasileiros - pelo que deu para sentir na internet e na seção de cartas dos jornais - apoiaram o ministro Joaquim Barbosa.
Outros tantos saíram em defesa de Mendes em nome da imparcialidade etc etc.
O fato é lamentável, mas não destrói o Judiciário. Ministros do Supremo não são semi-deuses. São como eu, você, nós: seres humanos.
O fato é que os dois se estranham há algum tempo e o pote de Barbosa deve ter se enchido. Pode ter perdido a compostura, a liturgia do cargo e outras atribuições da função, mas deve-se destacar duas frases:
"Vossa Excelência não está na rua. Você excelência está na mídia..."
"Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso."
A primeira é uma constatação. E a segunda? Uma grande indagação. O quê Joaquim Barbosa quis dizer? Porque nossa grande imprensa não corre atrás e esclarece a afirmação? Adoraria saber qual a relação de Gilmar Mendes com Mato Grosso. Fazendas? Provavelmente, já que criticou o Movimento dos Sem Terra (MST).
Quem são esses capangas, alguém pode me responder?
E a "Veja" que defende Gilmar Mendes e também já deu capa para Joaquim Barbosa (reprodução acima) quando ele foi designado o relator do mensalão, vai ficar do lado de quem?
Aguardemos os jornais de domingo!
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